sábado, setembro 19, 2009


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Quando ela ficou solteira quis dar uma de mulher de ferro e inverter os papéis. Virou um pouco homem e, de-igual-para-igual, conheceu um e outro, outro e um, um, dois, três, quatro. Passou alguns meses equilibrando e equilibrada com essa gama de gente.
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As amigas não entendiam como ela tinha tantos telefones de casos atuais e mantinha ativos cada um deles. Em um chá entre-amigas, contou o segredo: escolhe um prédio com o número de andares equivalente à quantidade de candidatos; coloca um em cada andar com espaço suficiente para sentir-se bem confortável (não esquece que um andar sempre é e continuará sendo o seu). Isso feito, comece a visitar um de cada vez; quando cansar volte para seu cantinho. E se por acaso eles se encontrarem no elevador, nao se preocupe, não vão nem notar algo estranho - eles não vêem os detalhes.

segunda-feira, setembro 14, 2009

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sinônimo de existir
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os que amam no fundo
os que no fundo sentem a raíz do pêlo eriçar
sempre terminam por deixar transparecer
o que teimam em esconder
dos críticos de boca torcida
pós ouvir a palavra amor
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amor é chique
amor é para os que que podem
amor é pra os que se arriscam
amor é cool, não é blazé.
eu amo tu amas ele ama
nós amamos
nós amamos, vos amamos, lhes amamos
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amo mais que tudo
a sensação de poder amar
a de haver sido amada
a de poder sempre sê-lo e fazê-lo;
é razão e consequência
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sábado, setembro 05, 2009

Arte de rua em Berlim

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"Marketing viral ou publicidade viral referem-se a técnicas de marketing que tentam explorar redes sociais pré-existentes para produzir aumentos exponenciais em conhecimento de marca, com processos similares à extensão de uma epidemia." (Wikipédia)

O boca a boca é método conhecido por todos nós há anos para espalhar uma notícia. Também conhecido como fofoca em algumas vezes, ou um enorme prazer de contar algo à alguém, o ser humano naturalmente gosta de falar daquilo que lhe dá prazer ou lhe traz benefícios. Certamente essa característica prevalece no sexo feminino, já que os homens costumam guardar as grandes descobertas para si, a não ser que seja a conquista da mulher mais gostosa da região. Isso é notícia de capa.

As empresas têm apostado no marketing boca a boca como estratégia dentro do plano de marketing anual. As pessoas já usam isso desde sempre nas suas estratégias de publicidade pessoal. Tem uma estatística que, mais ou menos diz assim: quando você está satisfeito com algo geralmente não conta pra ninguém; mas quando está insatisfeito conta pra 7 pessoas. Ainda que os números não sejam efetivamente esses sabemos que o negativo é sempre mais prazeroso de ser espalhado aos quatro cantos do mundo.

Você prefere contar sobre um restaurante maravilhoso que foi ou sobre um prato que veio com uma barata dentro? Prefere dizer que comprou um celular novo ou que foi assaltado e levaram o seu celular? Prefere falar do pau gostoso ou daquele que quase não conseguiu ver? (Meninos, se não gostam, essa não é pra vocês, não se ofendam).

Pois assim funciona o marketing viral. As más notícias se espalham em velocidade extremamente superior. Geralmente no que se refere à performance como parceiro romântico, se a pessoa está feliz não costuma falar muito com os amigos detalhes a respeito; mas se teve uma má experiência amorosa....... meu querido, prepare-se, o nome está na boca do povo. Levando em consideração que o Rio de Janeiro é uma vila provinciana, é interessante ter a idéia do marketing viral levada em conta antes de uma atitude mal pensada, ou mal agida.

sábado, agosto 29, 2009

Um canal em Amsterdam

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Quando se forma um grupo de pessoas de uma mesma ou similar idade o papo tende a ser o sexo oposto (ou o sexo de interesse do dito grupo). Sendo um grupo de mulheres heterossexuais, o assunto que em algum momento sempre aparece é.... esse mesmo!


Pois bem. Hoje o tema foi a quantidade de diferentes parceiros sexuais que cada uma já teve. Mais do que isso; foi a discussão se é muito ou pouco. Um tema um tanto quanto polêmico. Não, não vou revelar o meu número e menos ainda a lista (até porque ainda não pedi para a mente trabalhar nesse quesito).


Mas agora eu pergunto (e não faço a mínima questão de saber a resposta): você sabe com quantas pessos fez sexo? Nome? Sobrenome; o apelido? Pra que? Não sei... mas os papos entre amigos nem sempre têm objetivos além das risadas gostosas de doer o estômago. Já fiz meus abdominais de hoje!

quarta-feira, agosto 26, 2009



uma flor, dois amor.


era aniversário dela e seu marido lhe deu uma orquídea

dessas brancas lisas, sem fibras, como princesa de conto de fadas.

passou uma semana e ela, que não tem paciência para as flores, a deixou do lado da lixeira.

o porteiro, do tipo que prefere as plantas aos humanos, amarrou a tal flor na árvore em frente ao prédio.

ventou, choveu, relampejou. a orquídea, de tão delicada, voou. sua liberdade a levou pro mar.

passa dia, passa noite. dia, noite, dia, noite.

algumas 24 horas depois, desta vez à noite, a filha da tal ex-aniversariante vai ao mar com seu amado - o tal odiado pela familia por ser poeta, justamente o que ela mais ama nele.

nesse dia olhando o mar, quando as horas passavam sem ver, uma flor surge como que trazida pelo além. era uma orquídea branca que ele levantou pra buscar e colocou no cabelo dela.

uma orquídea dessas brancas, lisas, sem fibras, como princesa de conto de fadas.

ela ficou mais linda do que ele a via antes. e ficou mesmo. deslumbrou, brilhou.

abriu a porta de casa, a mãe quase chorou quando viu a luz que a filha carregava. era a flor. mas era muito mais o amor acumulado.


sábado, agosto 22, 2009



Quanto tempo é necessário para tornar-se parte de outro país? Ou melhor, quanto tempo vivendo em uma dita cultura é suficiente para que um vire integrante desta?


Você diria que um minuto é muito ou pouco? Depende, certo? E um ano? O mesmo! Pois eu digo que um ano foi mais que suficiente para eu chegar ao Rio e estranhar o que eu mais amava: o samba. Escutá-lo em meu Ipod no estrangeiro era sinal de "sentir-me em casa" mas estar in loco foi sinal de "sou um peixe fora d'água". Vamos à estória: Há dois meses combino com uma grande amiga que quando estivéssemos no Brasil, eu vinda da Espanha e ela da Alemanha, iríamos na quinta-feira ao Democráticos (ao Demo, como já o chamávamos intimamente há tempos atrás). Pois eis que chega o tão sonhado dia. Chopp no Bar Lagoa, táxi, Baía de Guanabara, conhecida recepcionista, Bohemia gelada........... uma gente diferente, uns sambas pouco conhecidos (ou esquecidos), salão vazio, dançarinos na pista...... resultado: mesa estrategicamente posicionada fora do espaço dedicado à dança. "Que estranho.... estou me sentindo a própria gringa" "Pois é, eu também... A realidade é outra né; acho que o Democráticos que eu imaginava estava só no meu sonho...". E para colocar a cereja no bolo um carioca, desses malandros da Lapa, se aproxima de mim e fala: "You can go, first. Oh, camarada, atende ela aí primeiro.".


Papo vai, papo vem. "Não é possível, a gente não vai deixar essa noite ser frustrada" "Não. Vamos nos aproximar, vamos agir". Tomamos posição de ataque: em pé, na circunferência da pista de dança. Pimba! O primeiro chamou uma pra dançar. A outra pensa: "Coitado dele...... e o pior, coitada de mim! O que faço agora? Tomo uma cerveja? Fico sambando no pézinho sozinha? E ago.....". Outro chama pra dançar! As duas agora na pista; clima de preocupação no ar. Medos. Estou dançando muito mal? O cara tá odiando? Vou pisar no pé dele? To paracendo uma gringa perdida? E toda a preocupação chega ao fim quando ele, que dança bem, diz no fim da primeira música: "Dançamos a próxima, né?" "Claaaaro!". Ufa, desvirginamos! E dessa vez nem doeu tanto assim.


quarta-feira, agosto 19, 2009

Maternidade (Mônaco)

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Descobri que hoje é o dia da fotografia. Todo dia é mesmo dia de algo. Ontem por exemplo foi o dia que voltei do meu um ano sabático, como resisti em chamá-lo mas, como também, agora vejo que foi. Parecia que esse dia não chegaria mas tudo chega enquanto não inventarem uma maneira de parar o relógio.
O número 18, dia da partida (uma vez daqui outra de lá), segundo a Cabala, significa Vida. Para mim, que já deixei de acreditar em coincidências, foi uma surpresa interessante me dar conta disso. Esses 365 dias exatos foram um parêntesis na Vida, um ciclo completo de Vida. Ontem foi o dia da Vida, como o é 12 vezes ao ano. Hoje, é o dia da fotografia. Fotografei com meus próprios olhos Lagoa, Leblon, Cidade Maravilhosa. Amo fotografia.