terça-feira, fevereiro 08, 2011


Deusinho, me explica só uma coisa?
Porque quando vem uma onda tem que ser avalanche?
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segunda-feira, fevereiro 07, 2011


quando tá assim na boca do estômago
de boca aberta o âmago
é escandalizando o escancaro total
escárnio interno de tudo
de indigesto que ficou
digestão incompleta de passado
completude não encontrada
expectativa abarcada por
atitudes não censuradas

merda.
no ventilador.

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domingo, fevereiro 06, 2011


dúvida infantil:
como pode a preguiça anular
uma preparação de meses?
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sexta-feira, fevereiro 04, 2011


cores da cidade

as linhas da cidade são molduras
aos meus olhos sem óculos
que formam um sem-número de imagens

vermelhas, azuis, verdes, cinzas
geralmente cores frias por premissa
ou por sujeira mesmo

a cidade tem dessas coisas,
capacidade de ofuscar as cores
de esfriá-las ainda mais

wow que a cidade em referência
é o Rio de Janeiro
com muito verde vivo pra equilibrar
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terça-feira, fevereiro 01, 2011



olá, bom dia.
sou eu sim,
aquela dos seus sonhos.

ah, fiquei um tempo sem aparecer
mas tive meus motivos;
você também deve ter tido
alguns por não ter procurado

a distância era mesma,
entre mim e você
entre o espaço que separava
esse cheiro agora de romance
tão perto e tão vivo

eu? não não, não fuji não
tantos nãos na mesma frase
significam que era inexistente;
agora? existe sim!
ué, eu sei, simplesmente isso

sinto aqui dentro
e quando sinto é porque é;
se você não esperar tanto
pra superar a não-procura anterior
pode ser que chegue a tempo de conferir

oi? que? está falhando, não te ouço
as falas estão se apagando
estão se distanciando
são espasmos
.
.
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segunda-feira, janeiro 31, 2011



engraçado,
estávamos todos nós ali
olhando a frestra
entre o Cristo e a montanha

caminhávamos
e íamos conversando
sobre a vida, o amor,
o nada, os que passavam

era um papo tão bom
e tão necessário (!)
enquanto falávamos
o mundo girava mais devagar

pena que o fôlego acabou
antes da conversa ter terminado;
não foi dessa vez
que nós aqui
completamos a Lagoa
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quarta-feira, janeiro 26, 2011


weheartit.com

escrever assim de repente
sem nem acontecer
o acontecido a ser escrito
é tarefa árdua, difícil
mas descrever de repente
o que se sente num coração frio
é momento fácil, reto,
um pouco vazio
ainda
porque no presente o ainda existe
e as "indas" futuras terão ido
para onde queremos
os dois
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